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terça-feira, 26 de julho de 2011
Wicca, a religião da Grande Mãe e do Deus Cornífero
Entender a origem da bruxaria é retornar aos primórdios da humanidade, quando os seres humanos começaram a despertar a sua percepção para o microcosmo e macrocosmo. As primeiras manifestações de devoção registradas pelo homem remontam à pré-história, às Madonas Negras. Elas representavam o aspecto feminino do poder da natureza, eram a personificação da Grande Mãe. Quando, na lua crescente, a mulher iniciava a sua ovulação, chegando ao máximo na lua cheia e, por fim, menstruando, essa sintonia trouxe, então, a associação da lua como uma nova face para a Deusa. Enfim, a Grande Mãe dava alimento (plantações, frutas, ervas etc), calor e proteção no verão, no outono e na primavera, mas, e no inverno, quando o frio acabava com tudo, quem os protegia? Surgiu, então, o papel do homem, do caçador da tribo, do líder. Quem caçava melhor recebia as presas e os chifres da caça como símbolo de poder e honra. Associou-se, então, um aspecto masculino à Grande Mãe, que buscaria assim o equilíbrio. Criou-se o Deus Cornífero (perceberam a fácil associação com o diabo?). Entre os povos que dependiam da caça, o culto ao Deus dos animais e da fertilidade, também conhecido como Deus de Chifres ou Cornífero, foi marcante.
Princípio Feminino ou Grande Mãe
Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação. Na wicca, a Deusa se mostra com três faces: a Virgem (lua crescente), a Mãe (lua cheia) e a Velha Sábia (lua minguante), sendo que esta última ficou mais relacionada a bruxa na imaginação popular. A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação na mulher, e é também a contraparte feminina presente em todos os homens, tão reprimida pela cultura patriarcal!
Princípio Masculino ou Deus Cornífero
Da mesma forma que toda luz nasce da escuridão, o Deus, símbolo solar da energia masculina, nasceu da Deusa, sendo seu complemento, trazendo em si os atributos da coragem, pensamento lógico, fertilidade, saúde e alegria. Da mesma forma que o sol nasce e se põe todos os dias, o Deus nos mostra os mistérios da morte e do renascimento. Na wicca, o Deus nasce da Grande Mãe, cresce, se torna adulto, apaixona-se pela Deusa Virgem, fazem amor; a Deusa fica grávida, o Deus morre no inverno (no fim dele) e renasce novamente, fechando o ciclo do renascimento, que coincide com os ciclos da natureza e mostra os ciclos da nossa própria vida.
Os wiccas praticam os seus rituais sozinhos (bruxos solitários) ou em pequenos grupos de pessoas chamado de coven. Um coven possui 13 membros (na maioria das tradições existentes admite-se 14 membros, sendo o décimo-quarto o mais novo do grupo, responsável por preparar os incensos, acender o fogo, colher ervas e outras pequenas tarefas). O coven é dirigido por uma Alta Sacerdotisa e/ou um Alto Sacerdote que gerenciam os trabalhos de adoração à Deusa, os trabalhos mágicos e cerimônias como os sabás e esbás. Uma explicação para que o coven seja formado por treze pessoas, é que cada uma representaria um mês do ano, pois nas sociedades matriarcais o ano segue o calendário lunar de 13 meses de 28 dias, mais um dia, no total 365 dias. Daí vem a expressão "um ano e um dia", pois, quando é iniciada, a pessoa estuda durante esse período para depois confirmar seus votos. Isto em algumas Tradições.
O coven reúne-se basicamente para a celebração de um sabá ou para um esbá. Esbá é uma reunião mensal que se realiza treze vezes ao ano durante a lua cheia, que recebe o nome de esbá. Geralmente no esbá trocam-se idéias, realizam-se rituais especiais, agradecem-se a Deusa e ao Deus, realizam-se trabalhos de cura e proteção.
Os wiccas celebram oito sabás anuais, destacando as transições entre as estações. Os quatro grandes sabás são Candlemas, Beltane, Lammas e Samhain, e os menores são Equinócio da Primavera e Equinócio do Outono, e Solstício de Verão e Solstício de Inverno.
A Roda do Ano
Representada pelos oito sabás, tem por objetivo sincronizar a nossa energia com as estações do ano, ou seja, com os ciclos do planeta Terra e do Universo. Para algumas tradições da wicca, o ano se inicia no solstício de inverno. Outras consideram a noite de 31 de outubro como o início do ano. Esta data é conhecida como Halloween ou Dia das Bruxas, mas seu nome tradicional é Samhain, que significa "sem sol", referindo-se ao tempo de inverno. Esta época também é correspondente ao ano-novo judaico
No solstício de inverno ocorre o nascimento/renasci-mento do Deus; nos sabás da primavera, do verão e do outono, ele tem o Seu crescimento, puberdade e maturidade; e Sua morte no sabá de Samhain. Após a morte ele retorna ao ventre da Deusa Mãe até o solstício do inverno seguinte, quando renasce. Este é o ciclo mítico do nascimento-morte-renascimento que se repete em todos nós todos os anos. E a Deusa, em Seus aspectos, é adorada durante todo o ano. Outras tradições preferem adorar a Deusa durante os sabás da primavera e verão, e o Deus durante os sabás do outono e do inverno.
Sabás wiccas
Yule - Solstício de Inverno (21 de Dezembro)
É a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão a diminuir. É desta data antiga que se originou o Natal cristão. Nesta época, a Deusa dá à Luz a Deus, que é reverenciado como criança prometida. Em Yule, é tempo de reencontrarmos nossas esperanças, pedindo para que os deuses rejuvenesçam nossos corações e nos dêem forças para nos libertarmos das coisas antigas e desgastadas. É hora de descobrirmos a criança dentro de nós e renascermos com sua pureza e alegria. Esta é a noite mais longa do ano, onde a Deusa é reverenciada como a Mãe da Criança Prometida ou do Deus Sol, que nasceu para trazer Luz ao mundo. Um exemplo das raízes pagãs das festas de Natal está na moderna personificação do espírito de Natal, o Santa Claus, que foi para os escandinavos como o Cristo na Roda, um antigo título nórdico para o Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno.
Candlemas (Imbolc, Oimelc) - Festa do Fogo ou Noite de Brigit (2 de fevereiro)
Festival do fogo que celebra a chegada da primavera. O aspecto invocado da Deusa nesse sabá é o de Brigit, Senhora da Poesia, da Inspiração, da Cura, da Escrita, da Metalurgia, das Artes Marciais e do Fogo. Nesta noite, as bruxas colocam velas cor de laranja ao redor do círculo, e uma vela acesa dentro do caldeirão. Se o ritual é feito ao ar livre, pode-se fazer tochas e girar ao redor do círculo com elas. A bruxa mais jovem da assembléia pode representar Brigit, entrando por último no círculo para acender, com sua tocha, a vela do caldeirão, ou a fogueira, se o ritual for ao ar livre, o que representaria a inspiração sendo trazida para o círculo pela Deusa.
Os membros do coven devem fazer poesias, ou cantar em homenagem a Brigit. Pedidos, agradecimentos ou poesias devem ser queimados na fogueira ou no caldeirão em oferenda, no fim do ritual. O Deus está crescendo e se tornando mais forte para trazer a Luz de volta ao mundo. É hora de pedirmos proteção para todos os jovens, em especial da nossa família do coven. É neste sabá que a Alta Sacerdotisa do coven usa uma brilhante coroa de 13 velas no topo de sua cabeça. A versão cristianizada da procissão de Candlemas honra a Virgem Maria, e, no México, ela corresponde ao ano-novo asteca.
Equinócio de Primavera - Ostara (21 de março)
Ostara é o festival em homenagem à Deusa Oster, Senhora da Fertilidade, cujo símbolo é o coelho. Foi desse antigo festival que teve origem a Páscoa. Os membros do coven usam grinaldas, e o altar deve ser enfeitado com flores da época. É um costume muito antigo colocar ovos pintados no altar. Eles simbolizam a fecundidade e a renovação. Os ovos podem ser pintados crus e depois enterrados, ou cozidos e comidos enquanto mentalizamos nossos desejos. Antes de comê-los, os membros do coven devem girar de mãos dadas em volta do altar para energizar os pedidos. Os ovos devem ser decorados com símbolos mágicos, ou de acordo com a criatividade. Os pedidos devem ser voltados à fertilidade em todas as áreas.
Beltane (Rudemasd, Walpurgisnacht) - A Fogueira de Belenos, Festa da Primavera (1º de maio)
Beltane é o mais alegre e festivo de todos os sabás. O Deus, que agora é um jovem no auge da sua fertilidade, se apaixona pela Deusa, que em Beltane se apresenta como a Virgem e é chamada Rainha de Maio. Em Beltane se comemora esse amor que deu origem a todas as coisas do Universo. Beleno é a face radiante do Sol, que voltou ao mundo na primavera. Em Beltane se acendem duas fogueiras, pois é costume passar entre elas para se livrar de todas as doenças e energias negativas. Daí veio o costume de "pular a fogueira" nas festas juninas. Se não houver espaço, duas tochas ou mesmo duas velas podem ter a mesma função. Uma das mais belas tradições de Beltane é o meypole, ou mastro de fitas. Trata-se de um mastro enfeitado com fitas coloridas. Durante um ritual, cada membro escolhe uma fita de sua cor preferida ou ligada a um desejo. Todos devem girar trançando as fitas, como se estivessem tecendo seu próprio destino, colocando-nos sob a proteção dos deuses. É costume em wicca jamais se casar em maio, pois esse mês é dedicado ao casamento do Deus e da Deusa.
Litha - Solstício de Verão (21 de junho)
Nesse dia o sol atingiu a sua plenitude. É o dia mais longo do ano. O deus chega ao ponto máximo de seu poder. Este é o único sabá em que, às vezes, se fazem feitiços, pois o seu poder mágico é muito grande. É hora de pedirmos coragem, energia e saúde. Mas não devemos nos esquecer que, embora o Deus esteja em sua plenitude, é nessa hora que ele começa a declinar. Logo Ele dará o último beijo em sua amada, a Deusa, e partirá no Barco da Morte, em busca da Terra do Verão. Da mesma forma, devemos ser humildes para não ficarmos cegos com o brilho do sucesso e do poder. Tudo no Universo é cíclico, devemos não só nos ligarmos à plenitude, mas também aceitar o declínio e a morte. Nesse dia costuma-se fazer um círculo de pedras ou de velas vermelhas. Queimam-se flores vermelhas ou ervas solares (como a camomila) juntamente com os pedidos no caldeirão.
Lamas - Lughnasad ou Festa da Colheita (1º de Agosto)
Lughnasad era tipicamente uma festa agrícola, onde se agradecia pela primeira colheita do ano. Lugh é o Deus Sol. Na mitologia celta, ele é o maior dos guerreiros, que derrotou os Gigantes que exigiam sacrifícios humanos do povo. A Tradição pede que sejam feitos bonecos com espigas de milho ou ramos de trigo representando os deuses, que nesse festival são chamados Senhor e Senhora do Milho. Nessa data deve-se agradecer tudo o que colhemos durante o ano, sejam coisas boas ou más, pois até mesmo os problemas são veículos para a nossa evolução.
O outro nome do sabá é Lammas, que significa A Massa de Lugh. Isso se deve ao costume de se colher os primeiros grãos e fazer um pão que era dividido entre todos. Os membros do coven devem fazer um pão comunitário, que deverá ser consagrado junto com o vinho e repartido dentro do círculo. O primeiro gole de vinho e o primeiro pedaço de pão devem ser jogados dentro do caldeirão, para serem queimados juntamente com papéis, onde serão escritos os agradecimentos, e grãos de cereais. O boneco representando o Deus do Milho também é queimado, para nos lembrar de que devemos nos livrar de tudo o que é antigo e desgastado, para que possamos colher uma nova vida. O altar é enfeitado com sementes, ramos de trigo, espigas de milho e frutas da época.
Mabon - Equinócio de Outono (21 de setembro)
No panteão celta, Mabon, também conhecido como Angus, era o Deus do Amor. Nessa noite devemos pedir harmonia no amor e proteção para as pessoas que amamos. Esta é a segunda colheita do ano. O altar deve ser enfeitado com as sementes que renascerão na primavera. O chão deve ser forrado com folhas secas. O Deus está agonizando e logo morrerá. Este é o festival em que devemos pedir pelos que estão doentes e pelas pessoas mais velhas que precisam de nossa ajuda e conforto. Também é neste festival que homenageamos as nossas antepassadas femininas, queimando papéis com seus nomes no caldeirão e lhes dirigindo palavras de gratidão e bênçãos.
Samhain - Halloween ou Dia das Bruxas (31 de outubro)
Este é o mais importante de todos os festivais, pois, dentro do círculo, marca tanto o fim quanto o início de um novo ano. Nessa noite, o véu entre o nosso mundo e o mundo dos mortos se torna mais tênue, sendo o tempo ideal para nos comunicarmos com os que já partiram. As bruxas não fazem rituais para receber mensagens dos mortos e muito menos para incorporar espíritos. O sentido do Halloween é nos sintonizarmos com os que já partiram para lhes enviar mensagens de amor e harmonia. A noite do Samhain (pronuncia-se souen) é uma noite de alegria e festa, pois marca o início de um novo período em nossas vidas, sendo comemorado com muito ponche, bolos e doces.
A cor do sabá é o negro, sendo o altar adornado com maçã, o símbolo da vida eterna. O vinho é substituído pela sidra ou pelo suco de maçã. deve-se fazer muita brincadeiras com dança e música. Os nomes das pessoas que já se foram são queimados no caldeirão, mas nunca com uma conotação de tristeza!
No altar e nos quadrantes não devem faltar as tradicionais máscaras de abóbora com velas dentro. Antigamente, as pessoas colocavam essas abóboras na janela para espantar os maus espíritos e os duendes que vagavam pelas noites do Samhain. Essa palavra significa "sem luz", pois, nessa noite, o Deus morreu e o mundo mergulha na escuridão. A Deusa vai ao Mundo das Sombras em busca do seu amado, que está esperando para nascer. Eles se amam, e, desse amor, a semente da luz espera no Útero da Mãe para renascer no próximo Solstício de Inverno como a Criança da Promessa.
Os Candlemas, Beltane, Lammas e Samhain são grandes sabás, enquanto os solstícios e equinócios são pequenos sabás. As datas fornecidas acima são do hemisfério norte. Muitas pessoas preferem adaptá-las ao nosso hemisfério, mudando a ordem dos sabás. Outras já acham que se deve manter a Tradição e seguir as datas da Europa. Isto depende do gosto de cada um, mas, no Brasil, não existem quatro estações, sendo que muitas regiões têm um verão permanente ou uma estação chuvosa, o que torna bem difícil adaptar os sabás aos aspectos da natureza.
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WICCA
Wicca, a religião da Grande Mãe e do Deus Cornífero
Entender a origem da bruxaria é retornar aos primórdios da humanidade, quando os seres humanos começaram a despertar a sua percepção para o microcosmo e macrocosmo. As primeiras manifestações de devoção registradas pelo homem remontam à pré-história, às Madonas Negras. Elas representavam o aspecto feminino do poder da natureza, eram a personificação da Grande Mãe. Quando, na lua crescente, a mulher iniciava a sua ovulação, chegando ao máximo na lua cheia e, por fim, menstruando, essa sintonia trouxe, então, a associação da lua como uma nova face para a Deusa. Enfim, a Grande Mãe dava alimento (plantações, frutas, ervas etc), calor e proteção no verão, no outono e na primavera, mas, e no inverno, quando o frio acabava com tudo, quem os protegia? Surgiu, então, o papel do homem, do caçador da tribo, do líder. Quem caçava melhor recebia as presas e os chifres da caça como símbolo de poder e honra. Associou-se, então, um aspecto masculino à Grande Mãe, que buscaria assim o equilíbrio. Criou-se o Deus Cornífero (perceberam a fácil associação com o diabo?). Entre os povos que dependiam da caça, o culto ao Deus dos animais e da fertilidade, também conhecido como Deus de Chifres ou Cornífero, foi marcante.
Princípio Feminino ou Grande Mãe
Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação. Na wicca, a Deusa se mostra com três faces: a Virgem (lua crescente), a Mãe (lua cheia) e a Velha Sábia (lua minguante), sendo que esta última ficou mais relacionada a bruxa na imaginação popular. A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação na mulher, e é também a contraparte feminina presente em todos os homens, tão reprimida pela cultura patriarcal!
Princípio Masculino ou Deus Cornífero
Da mesma forma que toda luz nasce da escuridão, o Deus, símbolo solar da energia masculina, nasceu da Deusa, sendo seu complemento, trazendo em si os atributos da coragem, pensamento lógico, fertilidade, saúde e alegria. Da mesma forma que o sol nasce e se põe todos os dias, o Deus nos mostra os mistérios da morte e do renascimento. Na wicca, o Deus nasce da Grande Mãe, cresce, se torna adulto, apaixona-se pela Deusa Virgem, fazem amor; a Deusa fica grávida, o Deus morre no inverno (no fim dele) e renasce novamente, fechando o ciclo do renascimento, que coincide com os ciclos da natureza e mostra os ciclos da nossa própria vida.
Os wiccas praticam os seus rituais sozinhos (bruxos solitários) ou em pequenos grupos de pessoas chamado de coven. Um coven possui 13 membros (na maioria das tradições existentes admite-se 14 membros, sendo o décimo-quarto o mais novo do grupo, responsável por preparar os incensos, acender o fogo, colher ervas e outras pequenas tarefas). O coven é dirigido por uma Alta Sacerdotisa e/ou um Alto Sacerdote que gerenciam os trabalhos de adoração à Deusa, os trabalhos mágicos e cerimônias como os sabás e esbás. Uma explicação para que o coven seja formado por treze pessoas, é que cada uma representaria um mês do ano, pois nas sociedades matriarcais o ano segue o calendário lunar de 13 meses de 28 dias, mais um dia, no total 365 dias. Daí vem a expressão "um ano e um dia", pois, quando é iniciada, a pessoa estuda durante esse período para depois confirmar seus votos. Isto em algumas Tradições.
O coven reúne-se basicamente para a celebração de um sabá ou para um esbá. Esbá é uma reunião mensal que se realiza treze vezes ao ano durante a lua cheia, que recebe o nome de esbá. Geralmente no esbá trocam-se idéias, realizam-se rituais especiais, agradecem-se a Deusa e ao Deus, realizam-se trabalhos de cura e proteção.
Os wiccas celebram oito sabás anuais, destacando as transições entre as estações. Os quatro grandes sabás são Candlemas, Beltane, Lammas e Samhain, e os menores são Equinócio da Primavera e Equinócio do Outono, e Solstício de Verão e Solstício de Inverno.
A Roda do Ano
Representada pelos oito sabás, tem por objetivo sincronizar a nossa energia com as estações do ano, ou seja, com os ciclos do planeta Terra e do Universo. Para algumas tradições da wicca, o ano se inicia no solstício de inverno. Outras consideram a noite de 31 de outubro como o início do ano. Esta data é conhecida como Halloween ou Dia das Bruxas, mas seu nome tradicional é Samhain, que significa "sem sol", referindo-se ao tempo de inverno. Esta época também é correspondente ao ano-novo judaico
No solstício de inverno ocorre o nascimento/renasci-mento do Deus; nos sabás da primavera, do verão e do outono, ele tem o Seu crescimento, puberdade e maturidade; e Sua morte no sabá de Samhain. Após a morte ele retorna ao ventre da Deusa Mãe até o solstício do inverno seguinte, quando renasce. Este é o ciclo mítico do nascimento-morte-renascimento que se repete em todos nós todos os anos. E a Deusa, em Seus aspectos, é adorada durante todo o ano. Outras tradições preferem adorar a Deusa durante os sabás da primavera e verão, e o Deus durante os sabás do outono e do inverno.
Sabás wiccas
Yule - Solstício de Inverno (21 de Dezembro)
É a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão a diminuir. É desta data antiga que se originou o Natal cristão. Nesta época, a Deusa dá à Luz a Deus, que é reverenciado como criança prometida. Em Yule, é tempo de reencontrarmos nossas esperanças, pedindo para que os deuses rejuvenesçam nossos corações e nos dêem forças para nos libertarmos das coisas antigas e desgastadas. É hora de descobrirmos a criança dentro de nós e renascermos com sua pureza e alegria. Esta é a noite mais longa do ano, onde a Deusa é reverenciada como a Mãe da Criança Prometida ou do Deus Sol, que nasceu para trazer Luz ao mundo. Um exemplo das raízes pagãs das festas de Natal está na moderna personificação do espírito de Natal, o Santa Claus, que foi para os escandinavos como o Cristo na Roda, um antigo título nórdico para o Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno.
Candlemas (Imbolc, Oimelc) - Festa do Fogo ou Noite de Brigit (2 de fevereiro)
Festival do fogo que celebra a chegada da primavera. O aspecto invocado da Deusa nesse sabá é o de Brigit, Senhora da Poesia, da Inspiração, da Cura, da Escrita, da Metalurgia, das Artes Marciais e do Fogo. Nesta noite, as bruxas colocam velas cor de laranja ao redor do círculo, e uma vela acesa dentro do caldeirão. Se o ritual é feito ao ar livre, pode-se fazer tochas e girar ao redor do círculo com elas. A bruxa mais jovem da assembléia pode representar Brigit, entrando por último no círculo para acender, com sua tocha, a vela do caldeirão, ou a fogueira, se o ritual for ao ar livre, o que representaria a inspiração sendo trazida para o círculo pela Deusa.
Os membros do coven devem fazer poesias, ou cantar em homenagem a Brigit. Pedidos, agradecimentos ou poesias devem ser queimados na fogueira ou no caldeirão em oferenda, no fim do ritual. O Deus está crescendo e se tornando mais forte para trazer a Luz de volta ao mundo. É hora de pedirmos proteção para todos os jovens, em especial da nossa família do coven. É neste sabá que a Alta Sacerdotisa do coven usa uma brilhante coroa de 13 velas no topo de sua cabeça. A versão cristianizada da procissão de Candlemas honra a Virgem Maria, e, no México, ela corresponde ao ano-novo asteca.
Equinócio de Primavera - Ostara (21 de março)
Ostara é o festival em homenagem à Deusa Oster, Senhora da Fertilidade, cujo símbolo é o coelho. Foi desse antigo festival que teve origem a Páscoa. Os membros do coven usam grinaldas, e o altar deve ser enfeitado com flores da época. É um costume muito antigo colocar ovos pintados no altar. Eles simbolizam a fecundidade e a renovação. Os ovos podem ser pintados crus e depois enterrados, ou cozidos e comidos enquanto mentalizamos nossos desejos. Antes de comê-los, os membros do coven devem girar de mãos dadas em volta do altar para energizar os pedidos. Os ovos devem ser decorados com símbolos mágicos, ou de acordo com a criatividade. Os pedidos devem ser voltados à fertilidade em todas as áreas.
Beltane (Rudemasd, Walpurgisnacht) - A Fogueira de Belenos, Festa da Primavera (1º de maio)
Beltane é o mais alegre e festivo de todos os sabás. O Deus, que agora é um jovem no auge da sua fertilidade, se apaixona pela Deusa, que em Beltane se apresenta como a Virgem e é chamada Rainha de Maio. Em Beltane se comemora esse amor que deu origem a todas as coisas do Universo. Beleno é a face radiante do Sol, que voltou ao mundo na primavera. Em Beltane se acendem duas fogueiras, pois é costume passar entre elas para se livrar de todas as doenças e energias negativas. Daí veio o costume de "pular a fogueira" nas festas juninas. Se não houver espaço, duas tochas ou mesmo duas velas podem ter a mesma função. Uma das mais belas tradições de Beltane é o meypole, ou mastro de fitas. Trata-se de um mastro enfeitado com fitas coloridas. Durante um ritual, cada membro escolhe uma fita de sua cor preferida ou ligada a um desejo. Todos devem girar trançando as fitas, como se estivessem tecendo seu próprio destino, colocando-nos sob a proteção dos deuses. É costume em wicca jamais se casar em maio, pois esse mês é dedicado ao casamento do Deus e da Deusa.
Litha - Solstício de Verão (21 de junho)
Nesse dia o sol atingiu a sua plenitude. É o dia mais longo do ano. O deus chega ao ponto máximo de seu poder. Este é o único sabá em que, às vezes, se fazem feitiços, pois o seu poder mágico é muito grande. É hora de pedirmos coragem, energia e saúde. Mas não devemos nos esquecer que, embora o Deus esteja em sua plenitude, é nessa hora que ele começa a declinar. Logo Ele dará o último beijo em sua amada, a Deusa, e partirá no Barco da Morte, em busca da Terra do Verão. Da mesma forma, devemos ser humildes para não ficarmos cegos com o brilho do sucesso e do poder. Tudo no Universo é cíclico, devemos não só nos ligarmos à plenitude, mas também aceitar o declínio e a morte. Nesse dia costuma-se fazer um círculo de pedras ou de velas vermelhas. Queimam-se flores vermelhas ou ervas solares (como a camomila) juntamente com os pedidos no caldeirão.
Lamas - Lughnasad ou Festa da Colheita (1º de Agosto)
Lughnasad era tipicamente uma festa agrícola, onde se agradecia pela primeira colheita do ano. Lugh é o Deus Sol. Na mitologia celta, ele é o maior dos guerreiros, que derrotou os Gigantes que exigiam sacrifícios humanos do povo. A Tradição pede que sejam feitos bonecos com espigas de milho ou ramos de trigo representando os deuses, que nesse festival são chamados Senhor e Senhora do Milho. Nessa data deve-se agradecer tudo o que colhemos durante o ano, sejam coisas boas ou más, pois até mesmo os problemas são veículos para a nossa evolução.
O outro nome do sabá é Lammas, que significa A Massa de Lugh. Isso se deve ao costume de se colher os primeiros grãos e fazer um pão que era dividido entre todos. Os membros do coven devem fazer um pão comunitário, que deverá ser consagrado junto com o vinho e repartido dentro do círculo. O primeiro gole de vinho e o primeiro pedaço de pão devem ser jogados dentro do caldeirão, para serem queimados juntamente com papéis, onde serão escritos os agradecimentos, e grãos de cereais. O boneco representando o Deus do Milho também é queimado, para nos lembrar de que devemos nos livrar de tudo o que é antigo e desgastado, para que possamos colher uma nova vida. O altar é enfeitado com sementes, ramos de trigo, espigas de milho e frutas da época.
Mabon - Equinócio de Outono (21 de setembro)
No panteão celta, Mabon, também conhecido como Angus, era o Deus do Amor. Nessa noite devemos pedir harmonia no amor e proteção para as pessoas que amamos. Esta é a segunda colheita do ano. O altar deve ser enfeitado com as sementes que renascerão na primavera. O chão deve ser forrado com folhas secas. O Deus está agonizando e logo morrerá. Este é o festival em que devemos pedir pelos que estão doentes e pelas pessoas mais velhas que precisam de nossa ajuda e conforto. Também é neste festival que homenageamos as nossas antepassadas femininas, queimando papéis com seus nomes no caldeirão e lhes dirigindo palavras de gratidão e bênçãos.
Samhain - Halloween ou Dia das Bruxas (31 de outubro)
Este é o mais importante de todos os festivais, pois, dentro do círculo, marca tanto o fim quanto o início de um novo ano. Nessa noite, o véu entre o nosso mundo e o mundo dos mortos se torna mais tênue, sendo o tempo ideal para nos comunicarmos com os que já partiram. As bruxas não fazem rituais para receber mensagens dos mortos e muito menos para incorporar espíritos. O sentido do Halloween é nos sintonizarmos com os que já partiram para lhes enviar mensagens de amor e harmonia. A noite do Samhain (pronuncia-se souen) é uma noite de alegria e festa, pois marca o início de um novo período em nossas vidas, sendo comemorado com muito ponche, bolos e doces.
A cor do sabá é o negro, sendo o altar adornado com maçã, o símbolo da vida eterna. O vinho é substituído pela sidra ou pelo suco de maçã. deve-se fazer muita brincadeiras com dança e música. Os nomes das pessoas que já se foram são queimados no caldeirão, mas nunca com uma conotação de tristeza!
No altar e nos quadrantes não devem faltar as tradicionais máscaras de abóbora com velas dentro. Antigamente, as pessoas colocavam essas abóboras na janela para espantar os maus espíritos e os duendes que vagavam pelas noites do Samhain. Essa palavra significa "sem luz", pois, nessa noite, o Deus morreu e o mundo mergulha na escuridão. A Deusa vai ao Mundo das Sombras em busca do seu amado, que está esperando para nascer. Eles se amam, e, desse amor, a semente da luz espera no Útero da Mãe para renascer no próximo Solstício de Inverno como a Criança da Promessa.
Os Candlemas, Beltane, Lammas e Samhain são grandes sabás, enquanto os solstícios e equinócios são pequenos sabás. As datas fornecidas acima são do hemisfério norte. Muitas pessoas preferem adaptá-las ao nosso hemisfério, mudando a ordem dos sabás. Outras já acham que se deve manter a Tradição e seguir as datas da Europa. Isto depende do gosto de cada um, mas, no Brasil, não existem quatro estações, sendo que muitas regiões têm um verão permanente ou uma estação chuvosa, o que torna bem difícil adaptar os sabás aos aspectos da natureza.
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WICCA
Wicca, a religião da Grande Mãe e do Deus Cornífero
Entender a origem da bruxaria é retornar aos primórdios da humanidade, quando os seres humanos começaram a despertar a sua percepção para o microcosmo e macrocosmo. As primeiras manifestações de devoção registradas pelo homem remontam à pré-história, às Madonas Negras. Elas representavam o aspecto feminino do poder da natureza, eram a personificação da Grande Mãe. Quando, na lua crescente, a mulher iniciava a sua ovulação, chegando ao máximo na lua cheia e, por fim, menstruando, essa sintonia trouxe, então, a associação da lua como uma nova face para a Deusa. Enfim, a Grande Mãe dava alimento (plantações, frutas, ervas etc), calor e proteção no verão, no outono e na primavera, mas, e no inverno, quando o frio acabava com tudo, quem os protegia? Surgiu, então, o papel do homem, do caçador da tribo, do líder. Quem caçava melhor recebia as presas e os chifres da caça como símbolo de poder e honra. Associou-se, então, um aspecto masculino à Grande Mãe, que buscaria assim o equilíbrio. Criou-se o Deus Cornífero (perceberam a fácil associação com o diabo?). Entre os povos que dependiam da caça, o culto ao Deus dos animais e da fertilidade, também conhecido como Deus de Chifres ou Cornífero, foi marcante.
Princípio Feminino ou Grande Mãe
Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação. Na wicca, a Deusa se mostra com três faces: a Virgem (lua crescente), a Mãe (lua cheia) e a Velha Sábia (lua minguante), sendo que esta última ficou mais relacionada a bruxa na imaginação popular. A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação na mulher, e é também a contraparte feminina presente em todos os homens, tão reprimida pela cultura patriarcal!
Princípio Masculino ou Deus Cornífero
Da mesma forma que toda luz nasce da escuridão, o Deus, símbolo solar da energia masculina, nasceu da Deusa, sendo seu complemento, trazendo em si os atributos da coragem, pensamento lógico, fertilidade, saúde e alegria. Da mesma forma que o sol nasce e se põe todos os dias, o Deus nos mostra os mistérios da morte e do renascimento. Na wicca, o Deus nasce da Grande Mãe, cresce, se torna adulto, apaixona-se pela Deusa Virgem, fazem amor; a Deusa fica grávida, o Deus morre no inverno (no fim dele) e renasce novamente, fechando o ciclo do renascimento, que coincide com os ciclos da natureza e mostra os ciclos da nossa própria vida.
Os wiccas praticam os seus rituais sozinhos (bruxos solitários) ou em pequenos grupos de pessoas chamado de coven. Um coven possui 13 membros (na maioria das tradições existentes admite-se 14 membros, sendo o décimo-quarto o mais novo do grupo, responsável por preparar os incensos, acender o fogo, colher ervas e outras pequenas tarefas). O coven é dirigido por uma Alta Sacerdotisa e/ou um Alto Sacerdote que gerenciam os trabalhos de adoração à Deusa, os trabalhos mágicos e cerimônias como os sabás e esbás. Uma explicação para que o coven seja formado por treze pessoas, é que cada uma representaria um mês do ano, pois nas sociedades matriarcais o ano segue o calendário lunar de 13 meses de 28 dias, mais um dia, no total 365 dias. Daí vem a expressão "um ano e um dia", pois, quando é iniciada, a pessoa estuda durante esse período para depois confirmar seus votos. Isto em algumas Tradições.
O coven reúne-se basicamente para a celebração de um sabá ou para um esbá. Esbá é uma reunião mensal que se realiza treze vezes ao ano durante a lua cheia, que recebe o nome de esbá. Geralmente no esbá trocam-se idéias, realizam-se rituais especiais, agradecem-se a Deusa e ao Deus, realizam-se trabalhos de cura e proteção.
Os wiccas celebram oito sabás anuais, destacando as transições entre as estações. Os quatro grandes sabás são Candlemas, Beltane, Lammas e Samhain, e os menores são Equinócio da Primavera e Equinócio do Outono, e Solstício de Verão e Solstício de Inverno.
A Roda do Ano
Representada pelos oito sabás, tem por objetivo sincronizar a nossa energia com as estações do ano, ou seja, com os ciclos do planeta Terra e do Universo. Para algumas tradições da wicca, o ano se inicia no solstício de inverno. Outras consideram a noite de 31 de outubro como o início do ano. Esta data é conhecida como Halloween ou Dia das Bruxas, mas seu nome tradicional é Samhain, que significa "sem sol", referindo-se ao tempo de inverno. Esta época também é correspondente ao ano-novo judaico
No solstício de inverno ocorre o nascimento/renasci-mento do Deus; nos sabás da primavera, do verão e do outono, ele tem o Seu crescimento, puberdade e maturidade; e Sua morte no sabá de Samhain. Após a morte ele retorna ao ventre da Deusa Mãe até o solstício do inverno seguinte, quando renasce. Este é o ciclo mítico do nascimento-morte-renascimento que se repete em todos nós todos os anos. E a Deusa, em Seus aspectos, é adorada durante todo o ano. Outras tradições preferem adorar a Deusa durante os sabás da primavera e verão, e o Deus durante os sabás do outono e do inverno.
Sabás wiccas
Yule - Solstício de Inverno (21 de Dezembro)
É a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão a diminuir. É desta data antiga que se originou o Natal cristão. Nesta época, a Deusa dá à Luz a Deus, que é reverenciado como criança prometida. Em Yule, é tempo de reencontrarmos nossas esperanças, pedindo para que os deuses rejuvenesçam nossos corações e nos dêem forças para nos libertarmos das coisas antigas e desgastadas. É hora de descobrirmos a criança dentro de nós e renascermos com sua pureza e alegria. Esta é a noite mais longa do ano, onde a Deusa é reverenciada como a Mãe da Criança Prometida ou do Deus Sol, que nasceu para trazer Luz ao mundo. Um exemplo das raízes pagãs das festas de Natal está na moderna personificação do espírito de Natal, o Santa Claus, que foi para os escandinavos como o Cristo na Roda, um antigo título nórdico para o Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno.
Candlemas (Imbolc, Oimelc) - Festa do Fogo ou Noite de Brigit (2 de fevereiro)
Festival do fogo que celebra a chegada da primavera. O aspecto invocado da Deusa nesse sabá é o de Brigit, Senhora da Poesia, da Inspiração, da Cura, da Escrita, da Metalurgia, das Artes Marciais e do Fogo. Nesta noite, as bruxas colocam velas cor de laranja ao redor do círculo, e uma vela acesa dentro do caldeirão. Se o ritual é feito ao ar livre, pode-se fazer tochas e girar ao redor do círculo com elas. A bruxa mais jovem da assembléia pode representar Brigit, entrando por último no círculo para acender, com sua tocha, a vela do caldeirão, ou a fogueira, se o ritual for ao ar livre, o que representaria a inspiração sendo trazida para o círculo pela Deusa.
Os membros do coven devem fazer poesias, ou cantar em homenagem a Brigit. Pedidos, agradecimentos ou poesias devem ser queimados na fogueira ou no caldeirão em oferenda, no fim do ritual. O Deus está crescendo e se tornando mais forte para trazer a Luz de volta ao mundo. É hora de pedirmos proteção para todos os jovens, em especial da nossa família do coven. É neste sabá que a Alta Sacerdotisa do coven usa uma brilhante coroa de 13 velas no topo de sua cabeça. A versão cristianizada da procissão de Candlemas honra a Virgem Maria, e, no México, ela corresponde ao ano-novo asteca.
Equinócio de Primavera - Ostara (21 de março)
Ostara é o festival em homenagem à Deusa Oster, Senhora da Fertilidade, cujo símbolo é o coelho. Foi desse antigo festival que teve origem a Páscoa. Os membros do coven usam grinaldas, e o altar deve ser enfeitado com flores da época. É um costume muito antigo colocar ovos pintados no altar. Eles simbolizam a fecundidade e a renovação. Os ovos podem ser pintados crus e depois enterrados, ou cozidos e comidos enquanto mentalizamos nossos desejos. Antes de comê-los, os membros do coven devem girar de mãos dadas em volta do altar para energizar os pedidos. Os ovos devem ser decorados com símbolos mágicos, ou de acordo com a criatividade. Os pedidos devem ser voltados à fertilidade em todas as áreas.
Beltane (Rudemasd, Walpurgisnacht) - A Fogueira de Belenos, Festa da Primavera (1º de maio)
Beltane é o mais alegre e festivo de todos os sabás. O Deus, que agora é um jovem no auge da sua fertilidade, se apaixona pela Deusa, que em Beltane se apresenta como a Virgem e é chamada Rainha de Maio. Em Beltane se comemora esse amor que deu origem a todas as coisas do Universo. Beleno é a face radiante do Sol, que voltou ao mundo na primavera. Em Beltane se acendem duas fogueiras, pois é costume passar entre elas para se livrar de todas as doenças e energias negativas. Daí veio o costume de "pular a fogueira" nas festas juninas. Se não houver espaço, duas tochas ou mesmo duas velas podem ter a mesma função. Uma das mais belas tradições de Beltane é o meypole, ou mastro de fitas. Trata-se de um mastro enfeitado com fitas coloridas. Durante um ritual, cada membro escolhe uma fita de sua cor preferida ou ligada a um desejo. Todos devem girar trançando as fitas, como se estivessem tecendo seu próprio destino, colocando-nos sob a proteção dos deuses. É costume em wicca jamais se casar em maio, pois esse mês é dedicado ao casamento do Deus e da Deusa.
Litha - Solstício de Verão (21 de junho)
Nesse dia o sol atingiu a sua plenitude. É o dia mais longo do ano. O deus chega ao ponto máximo de seu poder. Este é o único sabá em que, às vezes, se fazem feitiços, pois o seu poder mágico é muito grande. É hora de pedirmos coragem, energia e saúde. Mas não devemos nos esquecer que, embora o Deus esteja em sua plenitude, é nessa hora que ele começa a declinar. Logo Ele dará o último beijo em sua amada, a Deusa, e partirá no Barco da Morte, em busca da Terra do Verão. Da mesma forma, devemos ser humildes para não ficarmos cegos com o brilho do sucesso e do poder. Tudo no Universo é cíclico, devemos não só nos ligarmos à plenitude, mas também aceitar o declínio e a morte. Nesse dia costuma-se fazer um círculo de pedras ou de velas vermelhas. Queimam-se flores vermelhas ou ervas solares (como a camomila) juntamente com os pedidos no caldeirão.
Lamas - Lughnasad ou Festa da Colheita (1º de Agosto)
Lughnasad era tipicamente uma festa agrícola, onde se agradecia pela primeira colheita do ano. Lugh é o Deus Sol. Na mitologia celta, ele é o maior dos guerreiros, que derrotou os Gigantes que exigiam sacrifícios humanos do povo. A Tradição pede que sejam feitos bonecos com espigas de milho ou ramos de trigo representando os deuses, que nesse festival são chamados Senhor e Senhora do Milho. Nessa data deve-se agradecer tudo o que colhemos durante o ano, sejam coisas boas ou más, pois até mesmo os problemas são veículos para a nossa evolução.
O outro nome do sabá é Lammas, que significa A Massa de Lugh. Isso se deve ao costume de se colher os primeiros grãos e fazer um pão que era dividido entre todos. Os membros do coven devem fazer um pão comunitário, que deverá ser consagrado junto com o vinho e repartido dentro do círculo. O primeiro gole de vinho e o primeiro pedaço de pão devem ser jogados dentro do caldeirão, para serem queimados juntamente com papéis, onde serão escritos os agradecimentos, e grãos de cereais. O boneco representando o Deus do Milho também é queimado, para nos lembrar de que devemos nos livrar de tudo o que é antigo e desgastado, para que possamos colher uma nova vida. O altar é enfeitado com sementes, ramos de trigo, espigas de milho e frutas da época.
Mabon - Equinócio de Outono (21 de setembro)
No panteão celta, Mabon, também conhecido como Angus, era o Deus do Amor. Nessa noite devemos pedir harmonia no amor e proteção para as pessoas que amamos. Esta é a segunda colheita do ano. O altar deve ser enfeitado com as sementes que renascerão na primavera. O chão deve ser forrado com folhas secas. O Deus está agonizando e logo morrerá. Este é o festival em que devemos pedir pelos que estão doentes e pelas pessoas mais velhas que precisam de nossa ajuda e conforto. Também é neste festival que homenageamos as nossas antepassadas femininas, queimando papéis com seus nomes no caldeirão e lhes dirigindo palavras de gratidão e bênçãos.
Samhain - Halloween ou Dia das Bruxas (31 de outubro)
Este é o mais importante de todos os festivais, pois, dentro do círculo, marca tanto o fim quanto o início de um novo ano. Nessa noite, o véu entre o nosso mundo e o mundo dos mortos se torna mais tênue, sendo o tempo ideal para nos comunicarmos com os que já partiram. As bruxas não fazem rituais para receber mensagens dos mortos e muito menos para incorporar espíritos. O sentido do Halloween é nos sintonizarmos com os que já partiram para lhes enviar mensagens de amor e harmonia. A noite do Samhain (pronuncia-se souen) é uma noite de alegria e festa, pois marca o início de um novo período em nossas vidas, sendo comemorado com muito ponche, bolos e doces.
A cor do sabá é o negro, sendo o altar adornado com maçã, o símbolo da vida eterna. O vinho é substituído pela sidra ou pelo suco de maçã. deve-se fazer muita brincadeiras com dança e música. Os nomes das pessoas que já se foram são queimados no caldeirão, mas nunca com uma conotação de tristeza!
No altar e nos quadrantes não devem faltar as tradicionais máscaras de abóbora com velas dentro. Antigamente, as pessoas colocavam essas abóboras na janela para espantar os maus espíritos e os duendes que vagavam pelas noites do Samhain. Essa palavra significa "sem luz", pois, nessa noite, o Deus morreu e o mundo mergulha na escuridão. A Deusa vai ao Mundo das Sombras em busca do seu amado, que está esperando para nascer. Eles se amam, e, desse amor, a semente da luz espera no Útero da Mãe para renascer no próximo Solstício de Inverno como a Criança da Promessa.
Os Candlemas, Beltane, Lammas e Samhain são grandes sabás, enquanto os solstícios e equinócios são pequenos sabás. As datas fornecidas acima são do hemisfério norte. Muitas pessoas preferem adaptá-las ao nosso hemisfério, mudando a ordem dos sabás. Outras já acham que se deve manter a Tradição e seguir as datas da Europa. Isto depende do gosto de cada um, mas, no Brasil, não existem quatro estações, sendo que muitas regiões têm um verão permanente ou uma estação chuvosa, o que torna bem difícil adaptar os sabás aos aspectos da natureza.
Texto recebidopor e-mail
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WICCA
terça-feira, 12 de julho de 2011
Oração a Deusa
Eu, que sou a beleza do verde sobre a Terra, da Lua branca entre as estrelas, do mistérios das águas e do desejo do coração dos homens, falo à tua alma:...
Desperta e vem a mim, pois, sou Eu a alma da própria natureza, que dá a vida ao universo.
De mim nasceram todas as coisas e a mim, tudo retorna.
Ante meu rosto, venerado pelos Deuses e pelos homens, deixa tua essência se fundir em êxtase ao infinito.
Para me servires, abra teu coração à alegria, pois, vê: todo ato de amor e prazer é um ritual para mim.
Cultive em tua alma a beleza e a força, o poder e a compreensão, a honra e a humildade, a alegria e o respeito.
E a ti, que buscas me conhecer, eu digo: tua busca e teu anseio de nada te servirão sem o conhecimento do mistério de que se aquilo o que procuras não encontrares dentro de ti mesmo, jamais o encontrarás fora de ti. Pois, vê, sempre estive contigo - desde o começo - e sou aquilo que se alcança além do desejo.
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WICCA
Oração a Deusa
Eu, que sou a beleza do verde sobre a Terra, da Lua branca entre as estrelas, do mistérios das águas e do desejo do coração dos homens, falo à tua alma:...
Desperta e vem a mim, pois, sou Eu a alma da própria natureza, que dá a vida ao universo.
De mim nasceram todas as coisas e a mim, tudo retorna.
Ante meu rosto, venerado pelos Deuses e pelos homens, deixa tua essência se fundir em êxtase ao infinito.
Para me servires, abra teu coração à alegria, pois, vê: todo ato de amor e prazer é um ritual para mim.
Cultive em tua alma a beleza e a força, o poder e a compreensão, a honra e a humildade, a alegria e o respeito.
E a ti, que buscas me conhecer, eu digo: tua busca e teu anseio de nada te servirão sem o conhecimento do mistério de que se aquilo o que procuras não encontrares dentro de ti mesmo, jamais o encontrarás fora de ti. Pois, vê, sempre estive contigo - desde o começo - e sou aquilo que se alcança além do desejo.
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WICCA
Oração a Deusa
Eu, que sou a beleza do verde sobre a Terra, da Lua branca entre as estrelas, do mistérios das águas e do desejo do coração dos homens, falo à tua alma:...
Desperta e vem a mim, pois, sou Eu a alma da própria natureza, que dá a vida ao universo.
De mim nasceram todas as coisas e a mim, tudo retorna.
Ante meu rosto, venerado pelos Deuses e pelos homens, deixa tua essência se fundir em êxtase ao infinito.
Para me servires, abra teu coração à alegria, pois, vê: todo ato de amor e prazer é um ritual para mim.
Cultive em tua alma a beleza e a força, o poder e a compreensão, a honra e a humildade, a alegria e o respeito.
E a ti, que buscas me conhecer, eu digo: tua busca e teu anseio de nada te servirão sem o conhecimento do mistério de que se aquilo o que procuras não encontrares dentro de ti mesmo, jamais o encontrarás fora de ti. Pois, vê, sempre estive contigo - desde o começo - e sou aquilo que se alcança além do desejo.
Desperta e vem a mim, pois, sou Eu a alma da própria natureza, que dá a vida ao universo.
De mim nasceram todas as coisas e a mim, tudo retorna.
Ante meu rosto, venerado pelos Deuses e pelos homens, deixa tua essência se fundir em êxtase ao infinito.
Para me servires, abra teu coração à alegria, pois, vê: todo ato de amor e prazer é um ritual para mim.
Cultive em tua alma a beleza e a força, o poder e a compreensão, a honra e a humildade, a alegria e o respeito.
E a ti, que buscas me conhecer, eu digo: tua busca e teu anseio de nada te servirão sem o conhecimento do mistério de que se aquilo o que procuras não encontrares dentro de ti mesmo, jamais o encontrarás fora de ti. Pois, vê, sempre estive contigo - desde o começo - e sou aquilo que se alcança além do desejo.
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WICCA
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Um pouco mais da WICCA
O que é WICCA??? Wicca (nome alternativo para a arte da feitiçaria moderna) é uma religião de natureza xamanística, positiva, com duas deidades maiores reverenciadas e adoradas em seus ritos: A Deusa (o aspecto feminino e deidade ligada à antiga Deusa Mãe em seu aspecto triplo de Virgem, Mãe e Anciã.) e sou consorte, o Deus Cornífero (o aspecto masculino). Seus nomes variam de uma tradição wiccaniana para outra, e algumas utilizam-se de outros panteões para representar várias faces e estados de ambos os Deuses. Freqüentemente, Wicca inclui a prática de várias formas de Alta Magia (geralmente com propósitos de cura psíquica ou física, neutralização de negatividade e crescimento espiritual) e ritos para a harmonização pessoal com o ritmo natural das forças da vida marcadas pelas fases da lua e pelas quatro estações do ano. Wicca (que também é conhecida como "Arte dos Sábios", ou, muitas vezes, somente como "A Arte") é considerada por muitos uma religião panteísta, politeísta e faz parte de um ressurgimento atual do paganismo, ou movimento neopagão, como muitos preferem chamar. Feitiçaria, em inglês Witchcraft, é um termo derivado da palavra anglo-saxônica Wiccacraft, que significa "a arte dos sábios". Referia-se ao conhecimento superior possuído por certos indivíduos numa comunidade, conhecimento da natureza, da herbologia, das forças naturais que nos cercam, de certos aspectos da cura e da medicina e da capacidade de contatar a divindade. Assim, o Wicca não era uma força do mal, mas um sábio, a única pessoa na comunidade a quem se podia recorrer quando surgia algum problema religioso, médico, ou outro problema não material. Desde o começo dos tempos, o Xamã, ou sacerdote, era o sábio; e embora o cargo fosse de início atribuído a uma pessoa fisicamente deficiente que não podia caçar nem lutar, acabou por ser exclusivo de uma elite da comunidade e a pertencer aos seus estratos intelectuais mais elevados. A feitiçaria ocidental, uma tradição baseada sobretudo nas crenças das comunidades anglo-saxônias e escandinavas, que datam da Idade da Pedra, ergue-se sobre três conceitos básicos: (1) o culto de uma Deusa-Mãe, um princípio feminino, em vez dos deus-homem do cristianismo; (2) a crença na reencarnação e o desejo de renascer no mesmo tempo e lugar dos seus entes queridos; e (3) o conhecimento e o uso da magia, significando esse termo não as mágicas de palco, mas a manipulação da lei natural de modo a trazer benefícios para o homem, utilizando melhor os recursos naturais, explorando os segredos do universo e descobrindo atalhos e remédios para melhorar a vida. Esses são três aspectos cardeais de Wicca. Os bruxos não acreditam no demônio, porque o demônio veio depois, sendo invenção da igreja política do século XIV, que precisava de um adversário tangível para combater, em vista da continuação da crença no paganismo por grande parte do campesinato. A palavra "diabo" significa "estrangeiro" na língua cigana, mas para tornar esse adversário um anticristo, os chifres do deus grego Pã, o rosto de bode, mais os aspectos fogosos do Belzebu fenício contribuíram para a criação de uma força artificial do mal chamada diabo. Que essa invenção sem sentido tenha sobrevivido setecentos anos de iluminismo é surpreendente. Mas sobreviveu. Num recente programa de televisão, um padre que fora convidado a discutir o exorcismo comigo insistiu com toda a seriedade em que o demônio era uma pessoa real, exatamente como descrito na sagrada escritura. Os bruxos não tem familiares, isto é, animais a quem ordenam realizar o que desejam. Podem ter animais domésticos, pois a santidade de todas as formas de vida é parte da crença da feitiçaria. Os bruxos não lançam feitiços sobre cidadãos ou camponeses inocentes, mas curam os doentes quando estes lhes pedem para fazer isso. desde os tempos antigos, as comunidades agrícolas e, consequentemente, seus ritos estavam relacionados com a procriação dos animais. Seu rito de fertilidade, no qual os membros femininos da comunidade ou Coven dançavam ao redor do círculo sagrado montados em cabos de vassouras (símbolo da domesticidade), a fim de mostrar aos grãos até que altura deveriam crescer, transformou-se na fantasia da viagem pelo céu num cabo de vassoura. O companheiro simbólico da Deusa-Mãe, chamado de Deus Cornudo, transformou-se no demônio da igreja hostil, só porque o sumo sacerdote usa um elmo ornado de chifres durante as cerimônias. A feitiçaria não tem nada a ver com a Missa Negra. está é invenção de pessoas que buscavam emoções proibidas no século XVI, tornando-se particularmente popular na Inglaterra no século XVIII. é simplesmente um arremedo de culto religioso que conspurca a religião católica romana invertendo tudo, do crucifixo às orações. Como os bruxos nem mesmo reconhecem a existência do cristianismo, haveriam ainda menos de querer ridicularizá-lo. O satanismo ou culto do demônio também não tem a ver com a feitiçaria, salvo por ter tomado por empréstimo alguns ornamentos externos dos bruxos, pervertendo seu sentido ao fazê-lo. Enquanto os bruxos cultuam a vida e a santidade de todas as criaturas vivas, e proíbem toda forma de sacrifício humano ou animal, enquanto os bruxos acreditam em fazer aquilo que não faz mal a ninguém, os satanistas seguem uma linha de raciocínio oposta. O egoísmo, a cobiça, a luxúria e a plena satisfação dos desejos sensuais são não só permitidos como também encorajados, a destruição de criaturas mais fracas é santificada e o princípio do egoísmo louvado como forma saudável e construtiva de vida. Num trabalho deste tipo, deve-se dizer que não se poderia cuidar dos grupos satânicos reais, do mesmo modo que um compêndio psicológico não poderia lidar com o assassinato em geral. O que passa por culto satânico nos Estados Unidos é uma forma pálida de culto autocentrado, a que falta criminalidade e, em alguns casos, é perfeitamente benigno. Existem grupos satânicos no mundo inteiro; são gente emocionalmente doente, para quem o homicídio é emoção; e fazem tanto parte do oculto quanto um assassino merece a tolerância da comunidade. Além das assembléias de bruxos e dos praticantes individuais, e dos grupos e indivíduos satânicos, há muitas formas de paganismo, que vão das revivescências da antiga religião egípcia às formas de culta neogregas ou neoceltas. O que esses diversos grupos de diferentes origens étnicas têm em comum é sua atitude pagã; alguns são politeístas e adoram uma multidão de divindades; outros são aparentemente monoteístas, embora orientados para um ser supremo feminino. Alguns praticam seus cultos usando roupas comuns, outros usam vestes pretas e brancas, alguns se apresentam nus, e todos têm uma funda e crescente preocupação com a santidade do meio ambiente. A julgar pela quantidade de correspondência e indagações que recebo a cada semana, há um interesse cada vez maior em tornar-se pagão; os jovens, especialmente, parecem desiludidos com suas igrejas estabelecidas e buscam novas orientações religiosas; não pelo desejo de ter uma experiência excitante, mas por um desilusão genuína com a religião em que foram educados. Muito poucos pedem para entrar em contato com o coven de bruxos mais próximo, com a finalidade de ajustar contas com alguém, achando que vão aprender a fazer feitiços praticamente da noite para o dia. De vez em quando, alguém se queixa de que um vizinho o enfeitiçou e pergunta se poderia também aprender a enfeitiçar o vizinho. Com o crescente interesse nas várias formas de cultos pagãos, as alas fanáticas do movimento fundamentalista também aumentaram sua "vigilância", publicando panfletos e propaganda contra a disseminação do que consideram movimentos diabólicos, citando profusamente a Bíblia, como se a Bíblia fosse de fato escrita diferentemente pela divindade: e, em alguns casos, chegam mesmo a organizar caravanas para fazer propaganda contra o satanismo por todo o país. Isso cheira a perseguição religiosa: e, em alguns casos, resultou em arruaças devido ao comportamento provocador dos jovens fanáticos fundamentalistas, que desafiaram os pagãos não apenas para debater, mas também para disputas físicas. Como os pagãos não estão nem um pouco interessados em fazer proselitismo ou em converter os cristãos ou outras religiões ao seu modo de vida - e de fato opõem-se às conversões, se não provierem de convicções profundas e duradouras -, a necessidade dessa reação violenta por toda parte dos extremistas, entre os fundamentalistas, parece pouco justificada. ela deriva talvez de um motivo semelhante ao que fez com que os cruzados medievais tentassem libertar a Terra Santa dos "infiéis", na idéia errada de que a Palestina estava sofrendo sob o jugo do Islã, quando na realidade os cristãos, judeus e maometanos viviam pacificamente juntos. Hoje, o movimento pagão está numa encruzilhada; não mais secreto, nem clandestino, e perfeitamente protegido pela legislação tanto federal quanto estadual como expressão de convicções religiosas, os diversos grupos, igrejas, covens e indivíduos pagãos são livres para praticar seu tipo particular de religião como desejarem. São até livres para fazer proselitismo, se desejarem, o que na verdade não querem. Não estão inteiramente livres do preconceito social, e em algumas comunidades distantes ainda persistem antigas superstições com relação aos bruxos e aos pagãos em geral. Mas, de modo geral, muita pouca gente sofre por ser pagã; e, nos poucos casos em que alguém perdeu o emprego por suas convicções religiosas, os tribunais rapidamente o reintegraram em suas legítimas funções. Quando nada, a sociedade mostra-se mais do que justa com aqueles que têm convicções religiosas estranhas. A imprensa leiga, por outro lado, sempre adepta de clichês batidos, não mudou muito a imagem que tem da feitiçaria, que é a dos contos de fadas. Quando fazem entrevistas com bruxos, geralmente à época do Halloween, essas entrevistas demonstram condescendência ou provocam o ridículo; às vezes chegam à difamação e à calúnia. Não, espanta, portanto, que os praticantes dedicados da feitiçaria ou outras crenças pagãs não se deixem entrevistar pela imprensa, rádio ou televisão, preferindo praticar seu culto discretamente ou encontrar-se com gente que tem as mesma convicções. O que sobra para os meios de comunicação é um grupo pequeno, mas escandaloso, de candidatos a bruxos e feiticeiros, ou qualquer que seja a denominação da fantasia que escolhem, e que não representa mais os verdadeiros pagãos do que o fundamentalistas fanático representa a religião. Embora a necessidade de sigilo não seja mais essencial, já surge outro perigo no horizonte do emergente movimento neopagão. Os grupos e indivíduos pagãos, à medida que se libertam da perseguição, adaptam rapidamente os métodos da religião convencional às suas próprias necessidades. Grupos rivais acusam-se dessa ou aquela transgressão da "lei", como se houvesse de fato uma lei escrita no paganismo. Rivalidades entre os bruxos, quanto à atitude mais adequada, acusações respondidas por outras acusações e a ocupação constante com palavras e discussões passou a ser a marca registrada de muitos pagãos hoje em dia. Em muitos grupos pagãos, os iniciados adotam nomes secretos pelos quais se reconhecem mutuamente. Isso de baseia na velha crença de que há poder não só nas letras, mas também nos e em frases inteiras. Consequentemente, mudar do nome leigo para o nome pagão separa o mundo material do mundo espiritual. Não há nada em qualquer das crenças pagãs, inclusive até mesmo no satanismo praticado nos Estados Unidos, que seja de alguma forma perigoso para a comunidade ou um convite aberto à rebelião política. Faz parte da natureza dos grupos pagãos, em geral, que eles reunam e se dissolvam com bastante freqüência, sendo muito mais efêmeros do que as comunidades cristãs ou outras comunidades religiosas. As pessoas se reúnem por uma razão; agrupam-se em torno de um determinado líder ou ideal e, quando se cansam disso, ou descobrem que seu líder tem pés de barro, afastam-se e encontram novas válvulas de escape para sua expressão religiosa. A maioria dos pagãos parece concordar com várias dessas crenças comumente sustentados: 1 - A divindade é imanente ou interna, bem como transcendente ou externa. Isso é expresso com freqüência nas frases: "Tu ás Deus" e "Tu és Deusa". Isso pretende representar que os Deuses tanto estão no Universo, no Planeta, quanto dentro de cada um de nós. Nós somos manifestações dos Deuses. 2 - Uma multiplicidade de deuses e deusas, como deidades individuais e como facetas dos dois Aspectos Divinos. 3 - Amor e respeito pela Natureza como algo divino por direito próprio fazem da conscientização ecológica e dessa atividade uma obrigação religiosa. 4 - Descontentamento com as organizações religiosas monolíticas e desconfiança de supostos messias e gurus. 5 - A convicção de que os seres foram feitos para viver vidas repletas de Amor, alegria, prazer e humor. A concepção de "pecado original" inexiste. 6 - O direito de agir como bem quiser, desde que isso não prejudique a ninguém. 7 - O conhecimento de que, com treinamento e intenção apropriados, as mentes e os corações humanos são totalmente capazes de realizar magia. 8 - A importância da conscientização e celebração dos ciclos solar e lunar e também de outros em nossas vidas. 9 - Uma grande fé na capacidade das pessoas de resolverem seus próprios problemas e dificuldades. 10 - Um total compromisso com o crescimento, evolução e equilíbrio pessoal e universal. Espera-se que o pagão realize esforços intermitentes nessas direções. A religião wiccaniana é formada de várias tradições (espécie de seitas) como a Gardneriana, Alexandrina, Diânica, Tânica, Georgiana, Tradicionalista ética e outras. Várias dessas tradições foram formadas e introduzidas nos anos 60, e, embora seus rituais, costumes, ciclos místicos e simbolismos possam ser diferentes um dos outros, todas se apoiam nos princípios comuns da lei da Arte. O dogma principal da Arte Wicca é o Conselho Wiccaniano, um código moral simples e benevolente: SEM PREJUDICAR NINGUéM, REALIZE SUA VONTADE. Ou, em outras palavras, você é livre para fazer o que quiser, contanto que, de forma aluga, prejudique alguém - nem mesmo você. (O Concelho Wiccaniano é extremamente importante e não deve ser esquecido na realização de qualquer encantamento ou ritual mágico, especialmente naqueles que podem ser considerados como não-éticos ou de natureza manipuladora.) A Lei Tripla ( ou Lei de Três ) é uma lei kármica de retribuição tripla que se aplica sempre que você faz alguma coisa , seja ela boa ou má. Não que você será "castigado" por um ato mau, porém, quando você envia uma energia, o curso natural dela é voltar à você. Assim, caso envie algo de negativo, essa força fará seu caminho, se fortificando, e retornará até você. Os seguidores da Religião Wicca são chamados de Wiccanianos, Wiccanos, Wiccans ou Bruxos. A palavra Bruxo (a) aplica-se (ou ao menos deveria ser aplicada APENAS) aos representantes da Arte. A palavra WARLOCK que significa "aquele que rompe o juramento" é usada para apontar traidores da Grande Mãe. Muitos Wiccans usam um ou mais nomes secretos (também conhecidos como nomes mágicos, ou nomes de iniciação) para significar o renascimento espiritual e uma nova vida dentro da Arte. Os wiccanianos não aceitam o conceito arbitrário do pecado original ou do mal absoluto, e não acreditam em céu ou inferno. Eles crêem que quando morremos, vamos à Terra de Verão (ou Terra da Juventude Eterna), onde recobramos nossas forças e nos tornarmos jovens novamente.
Este Texto foi retirado do site: http://wicca_naujalis.no.comunidades.net/index.php
Este Texto foi retirado do site: http://wicca_naujalis.no.comunidades.net/index.php
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WICCA
Um pouco mais da WICCA
O que é WICCA??? Wicca (nome alternativo para a arte da feitiçaria moderna) é uma religião de natureza xamanística, positiva, com duas deidades maiores reverenciadas e adoradas em seus ritos: A Deusa (o aspecto feminino e deidade ligada à antiga Deusa Mãe em seu aspecto triplo de Virgem, Mãe e Anciã.) e sou consorte, o Deus Cornífero (o aspecto masculino). Seus nomes variam de uma tradição wiccaniana para outra, e algumas utilizam-se de outros panteões para representar várias faces e estados de ambos os Deuses. Freqüentemente, Wicca inclui a prática de várias formas de Alta Magia (geralmente com propósitos de cura psíquica ou física, neutralização de negatividade e crescimento espiritual) e ritos para a harmonização pessoal com o ritmo natural das forças da vida marcadas pelas fases da lua e pelas quatro estações do ano. Wicca (que também é conhecida como "Arte dos Sábios", ou, muitas vezes, somente como "A Arte") é considerada por muitos uma religião panteísta, politeísta e faz parte de um ressurgimento atual do paganismo, ou movimento neopagão, como muitos preferem chamar. Feitiçaria, em inglês Witchcraft, é um termo derivado da palavra anglo-saxônica Wiccacraft, que significa "a arte dos sábios". Referia-se ao conhecimento superior possuído por certos indivíduos numa comunidade, conhecimento da natureza, da herbologia, das forças naturais que nos cercam, de certos aspectos da cura e da medicina e da capacidade de contatar a divindade. Assim, o Wicca não era uma força do mal, mas um sábio, a única pessoa na comunidade a quem se podia recorrer quando surgia algum problema religioso, médico, ou outro problema não material. Desde o começo dos tempos, o Xamã, ou sacerdote, era o sábio; e embora o cargo fosse de início atribuído a uma pessoa fisicamente deficiente que não podia caçar nem lutar, acabou por ser exclusivo de uma elite da comunidade e a pertencer aos seus estratos intelectuais mais elevados. A feitiçaria ocidental, uma tradição baseada sobretudo nas crenças das comunidades anglo-saxônias e escandinavas, que datam da Idade da Pedra, ergue-se sobre três conceitos básicos: (1) o culto de uma Deusa-Mãe, um princípio feminino, em vez dos deus-homem do cristianismo; (2) a crença na reencarnação e o desejo de renascer no mesmo tempo e lugar dos seus entes queridos; e (3) o conhecimento e o uso da magia, significando esse termo não as mágicas de palco, mas a manipulação da lei natural de modo a trazer benefícios para o homem, utilizando melhor os recursos naturais, explorando os segredos do universo e descobrindo atalhos e remédios para melhorar a vida. Esses são três aspectos cardeais de Wicca. Os bruxos não acreditam no demônio, porque o demônio veio depois, sendo invenção da igreja política do século XIV, que precisava de um adversário tangível para combater, em vista da continuação da crença no paganismo por grande parte do campesinato. A palavra "diabo" significa "estrangeiro" na língua cigana, mas para tornar esse adversário um anticristo, os chifres do deus grego Pã, o rosto de bode, mais os aspectos fogosos do Belzebu fenício contribuíram para a criação de uma força artificial do mal chamada diabo. Que essa invenção sem sentido tenha sobrevivido setecentos anos de iluminismo é surpreendente. Mas sobreviveu. Num recente programa de televisão, um padre que fora convidado a discutir o exorcismo comigo insistiu com toda a seriedade em que o demônio era uma pessoa real, exatamente como descrito na sagrada escritura. Os bruxos não tem familiares, isto é, animais a quem ordenam realizar o que desejam. Podem ter animais domésticos, pois a santidade de todas as formas de vida é parte da crença da feitiçaria. Os bruxos não lançam feitiços sobre cidadãos ou camponeses inocentes, mas curam os doentes quando estes lhes pedem para fazer isso. desde os tempos antigos, as comunidades agrícolas e, consequentemente, seus ritos estavam relacionados com a procriação dos animais. Seu rito de fertilidade, no qual os membros femininos da comunidade ou Coven dançavam ao redor do círculo sagrado montados em cabos de vassouras (símbolo da domesticidade), a fim de mostrar aos grãos até que altura deveriam crescer, transformou-se na fantasia da viagem pelo céu num cabo de vassoura. O companheiro simbólico da Deusa-Mãe, chamado de Deus Cornudo, transformou-se no demônio da igreja hostil, só porque o sumo sacerdote usa um elmo ornado de chifres durante as cerimônias. A feitiçaria não tem nada a ver com a Missa Negra. está é invenção de pessoas que buscavam emoções proibidas no século XVI, tornando-se particularmente popular na Inglaterra no século XVIII. é simplesmente um arremedo de culto religioso que conspurca a religião católica romana invertendo tudo, do crucifixo às orações. Como os bruxos nem mesmo reconhecem a existência do cristianismo, haveriam ainda menos de querer ridicularizá-lo. O satanismo ou culto do demônio também não tem a ver com a feitiçaria, salvo por ter tomado por empréstimo alguns ornamentos externos dos bruxos, pervertendo seu sentido ao fazê-lo. Enquanto os bruxos cultuam a vida e a santidade de todas as criaturas vivas, e proíbem toda forma de sacrifício humano ou animal, enquanto os bruxos acreditam em fazer aquilo que não faz mal a ninguém, os satanistas seguem uma linha de raciocínio oposta. O egoísmo, a cobiça, a luxúria e a plena satisfação dos desejos sensuais são não só permitidos como também encorajados, a destruição de criaturas mais fracas é santificada e o princípio do egoísmo louvado como forma saudável e construtiva de vida. Num trabalho deste tipo, deve-se dizer que não se poderia cuidar dos grupos satânicos reais, do mesmo modo que um compêndio psicológico não poderia lidar com o assassinato em geral. O que passa por culto satânico nos Estados Unidos é uma forma pálida de culto autocentrado, a que falta criminalidade e, em alguns casos, é perfeitamente benigno. Existem grupos satânicos no mundo inteiro; são gente emocionalmente doente, para quem o homicídio é emoção; e fazem tanto parte do oculto quanto um assassino merece a tolerância da comunidade. Além das assembléias de bruxos e dos praticantes individuais, e dos grupos e indivíduos satânicos, há muitas formas de paganismo, que vão das revivescências da antiga religião egípcia às formas de culta neogregas ou neoceltas. O que esses diversos grupos de diferentes origens étnicas têm em comum é sua atitude pagã; alguns são politeístas e adoram uma multidão de divindades; outros são aparentemente monoteístas, embora orientados para um ser supremo feminino. Alguns praticam seus cultos usando roupas comuns, outros usam vestes pretas e brancas, alguns se apresentam nus, e todos têm uma funda e crescente preocupação com a santidade do meio ambiente. A julgar pela quantidade de correspondência e indagações que recebo a cada semana, há um interesse cada vez maior em tornar-se pagão; os jovens, especialmente, parecem desiludidos com suas igrejas estabelecidas e buscam novas orientações religiosas; não pelo desejo de ter uma experiência excitante, mas por um desilusão genuína com a religião em que foram educados. Muito poucos pedem para entrar em contato com o coven de bruxos mais próximo, com a finalidade de ajustar contas com alguém, achando que vão aprender a fazer feitiços praticamente da noite para o dia. De vez em quando, alguém se queixa de que um vizinho o enfeitiçou e pergunta se poderia também aprender a enfeitiçar o vizinho. Com o crescente interesse nas várias formas de cultos pagãos, as alas fanáticas do movimento fundamentalista também aumentaram sua "vigilância", publicando panfletos e propaganda contra a disseminação do que consideram movimentos diabólicos, citando profusamente a Bíblia, como se a Bíblia fosse de fato escrita diferentemente pela divindade: e, em alguns casos, chegam mesmo a organizar caravanas para fazer propaganda contra o satanismo por todo o país. Isso cheira a perseguição religiosa: e, em alguns casos, resultou em arruaças devido ao comportamento provocador dos jovens fanáticos fundamentalistas, que desafiaram os pagãos não apenas para debater, mas também para disputas físicas. Como os pagãos não estão nem um pouco interessados em fazer proselitismo ou em converter os cristãos ou outras religiões ao seu modo de vida - e de fato opõem-se às conversões, se não provierem de convicções profundas e duradouras -, a necessidade dessa reação violenta por toda parte dos extremistas, entre os fundamentalistas, parece pouco justificada. ela deriva talvez de um motivo semelhante ao que fez com que os cruzados medievais tentassem libertar a Terra Santa dos "infiéis", na idéia errada de que a Palestina estava sofrendo sob o jugo do Islã, quando na realidade os cristãos, judeus e maometanos viviam pacificamente juntos. Hoje, o movimento pagão está numa encruzilhada; não mais secreto, nem clandestino, e perfeitamente protegido pela legislação tanto federal quanto estadual como expressão de convicções religiosas, os diversos grupos, igrejas, covens e indivíduos pagãos são livres para praticar seu tipo particular de religião como desejarem. São até livres para fazer proselitismo, se desejarem, o que na verdade não querem. Não estão inteiramente livres do preconceito social, e em algumas comunidades distantes ainda persistem antigas superstições com relação aos bruxos e aos pagãos em geral. Mas, de modo geral, muita pouca gente sofre por ser pagã; e, nos poucos casos em que alguém perdeu o emprego por suas convicções religiosas, os tribunais rapidamente o reintegraram em suas legítimas funções. Quando nada, a sociedade mostra-se mais do que justa com aqueles que têm convicções religiosas estranhas. A imprensa leiga, por outro lado, sempre adepta de clichês batidos, não mudou muito a imagem que tem da feitiçaria, que é a dos contos de fadas. Quando fazem entrevistas com bruxos, geralmente à época do Halloween, essas entrevistas demonstram condescendência ou provocam o ridículo; às vezes chegam à difamação e à calúnia. Não, espanta, portanto, que os praticantes dedicados da feitiçaria ou outras crenças pagãs não se deixem entrevistar pela imprensa, rádio ou televisão, preferindo praticar seu culto discretamente ou encontrar-se com gente que tem as mesma convicções. O que sobra para os meios de comunicação é um grupo pequeno, mas escandaloso, de candidatos a bruxos e feiticeiros, ou qualquer que seja a denominação da fantasia que escolhem, e que não representa mais os verdadeiros pagãos do que o fundamentalistas fanático representa a religião. Embora a necessidade de sigilo não seja mais essencial, já surge outro perigo no horizonte do emergente movimento neopagão. Os grupos e indivíduos pagãos, à medida que se libertam da perseguição, adaptam rapidamente os métodos da religião convencional às suas próprias necessidades. Grupos rivais acusam-se dessa ou aquela transgressão da "lei", como se houvesse de fato uma lei escrita no paganismo. Rivalidades entre os bruxos, quanto à atitude mais adequada, acusações respondidas por outras acusações e a ocupação constante com palavras e discussões passou a ser a marca registrada de muitos pagãos hoje em dia. Em muitos grupos pagãos, os iniciados adotam nomes secretos pelos quais se reconhecem mutuamente. Isso de baseia na velha crença de que há poder não só nas letras, mas também nos e em frases inteiras. Consequentemente, mudar do nome leigo para o nome pagão separa o mundo material do mundo espiritual. Não há nada em qualquer das crenças pagãs, inclusive até mesmo no satanismo praticado nos Estados Unidos, que seja de alguma forma perigoso para a comunidade ou um convite aberto à rebelião política. Faz parte da natureza dos grupos pagãos, em geral, que eles reunam e se dissolvam com bastante freqüência, sendo muito mais efêmeros do que as comunidades cristãs ou outras comunidades religiosas. As pessoas se reúnem por uma razão; agrupam-se em torno de um determinado líder ou ideal e, quando se cansam disso, ou descobrem que seu líder tem pés de barro, afastam-se e encontram novas válvulas de escape para sua expressão religiosa. A maioria dos pagãos parece concordar com várias dessas crenças comumente sustentados: 1 - A divindade é imanente ou interna, bem como transcendente ou externa. Isso é expresso com freqüência nas frases: "Tu ás Deus" e "Tu és Deusa". Isso pretende representar que os Deuses tanto estão no Universo, no Planeta, quanto dentro de cada um de nós. Nós somos manifestações dos Deuses. 2 - Uma multiplicidade de deuses e deusas, como deidades individuais e como facetas dos dois Aspectos Divinos. 3 - Amor e respeito pela Natureza como algo divino por direito próprio fazem da conscientização ecológica e dessa atividade uma obrigação religiosa. 4 - Descontentamento com as organizações religiosas monolíticas e desconfiança de supostos messias e gurus. 5 - A convicção de que os seres foram feitos para viver vidas repletas de Amor, alegria, prazer e humor. A concepção de "pecado original" inexiste. 6 - O direito de agir como bem quiser, desde que isso não prejudique a ninguém. 7 - O conhecimento de que, com treinamento e intenção apropriados, as mentes e os corações humanos são totalmente capazes de realizar magia. 8 - A importância da conscientização e celebração dos ciclos solar e lunar e também de outros em nossas vidas. 9 - Uma grande fé na capacidade das pessoas de resolverem seus próprios problemas e dificuldades. 10 - Um total compromisso com o crescimento, evolução e equilíbrio pessoal e universal. Espera-se que o pagão realize esforços intermitentes nessas direções. A religião wiccaniana é formada de várias tradições (espécie de seitas) como a Gardneriana, Alexandrina, Diânica, Tânica, Georgiana, Tradicionalista ética e outras. Várias dessas tradições foram formadas e introduzidas nos anos 60, e, embora seus rituais, costumes, ciclos místicos e simbolismos possam ser diferentes um dos outros, todas se apoiam nos princípios comuns da lei da Arte. O dogma principal da Arte Wicca é o Conselho Wiccaniano, um código moral simples e benevolente: SEM PREJUDICAR NINGUéM, REALIZE SUA VONTADE. Ou, em outras palavras, você é livre para fazer o que quiser, contanto que, de forma aluga, prejudique alguém - nem mesmo você. (O Concelho Wiccaniano é extremamente importante e não deve ser esquecido na realização de qualquer encantamento ou ritual mágico, especialmente naqueles que podem ser considerados como não-éticos ou de natureza manipuladora.) A Lei Tripla ( ou Lei de Três ) é uma lei kármica de retribuição tripla que se aplica sempre que você faz alguma coisa , seja ela boa ou má. Não que você será "castigado" por um ato mau, porém, quando você envia uma energia, o curso natural dela é voltar à você. Assim, caso envie algo de negativo, essa força fará seu caminho, se fortificando, e retornará até você. Os seguidores da Religião Wicca são chamados de Wiccanianos, Wiccanos, Wiccans ou Bruxos. A palavra Bruxo (a) aplica-se (ou ao menos deveria ser aplicada APENAS) aos representantes da Arte. A palavra WARLOCK que significa "aquele que rompe o juramento" é usada para apontar traidores da Grande Mãe. Muitos Wiccans usam um ou mais nomes secretos (também conhecidos como nomes mágicos, ou nomes de iniciação) para significar o renascimento espiritual e uma nova vida dentro da Arte. Os wiccanianos não aceitam o conceito arbitrário do pecado original ou do mal absoluto, e não acreditam em céu ou inferno. Eles crêem que quando morremos, vamos à Terra de Verão (ou Terra da Juventude Eterna), onde recobramos nossas forças e nos tornarmos jovens novamente.
Este Texto foi retirado do site: http://wicca_naujalis.no.comunidades.net/index.php
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Um pouco mais da WICCA
O que é WICCA??? Wicca (nome alternativo para a arte da feitiçaria moderna) é uma religião de natureza xamanística, positiva, com duas deidades maiores reverenciadas e adoradas em seus ritos: A Deusa (o aspecto feminino e deidade ligada à antiga Deusa Mãe em seu aspecto triplo de Virgem, Mãe e Anciã.) e sou consorte, o Deus Cornífero (o aspecto masculino). Seus nomes variam de uma tradição wiccaniana para outra, e algumas utilizam-se de outros panteões para representar várias faces e estados de ambos os Deuses. Freqüentemente, Wicca inclui a prática de várias formas de Alta Magia (geralmente com propósitos de cura psíquica ou física, neutralização de negatividade e crescimento espiritual) e ritos para a harmonização pessoal com o ritmo natural das forças da vida marcadas pelas fases da lua e pelas quatro estações do ano. Wicca (que também é conhecida como "Arte dos Sábios", ou, muitas vezes, somente como "A Arte") é considerada por muitos uma religião panteísta, politeísta e faz parte de um ressurgimento atual do paganismo, ou movimento neopagão, como muitos preferem chamar. Feitiçaria, em inglês Witchcraft, é um termo derivado da palavra anglo-saxônica Wiccacraft, que significa "a arte dos sábios". Referia-se ao conhecimento superior possuído por certos indivíduos numa comunidade, conhecimento da natureza, da herbologia, das forças naturais que nos cercam, de certos aspectos da cura e da medicina e da capacidade de contatar a divindade. Assim, o Wicca não era uma força do mal, mas um sábio, a única pessoa na comunidade a quem se podia recorrer quando surgia algum problema religioso, médico, ou outro problema não material. Desde o começo dos tempos, o Xamã, ou sacerdote, era o sábio; e embora o cargo fosse de início atribuído a uma pessoa fisicamente deficiente que não podia caçar nem lutar, acabou por ser exclusivo de uma elite da comunidade e a pertencer aos seus estratos intelectuais mais elevados. A feitiçaria ocidental, uma tradição baseada sobretudo nas crenças das comunidades anglo-saxônias e escandinavas, que datam da Idade da Pedra, ergue-se sobre três conceitos básicos: (1) o culto de uma Deusa-Mãe, um princípio feminino, em vez dos deus-homem do cristianismo; (2) a crença na reencarnação e o desejo de renascer no mesmo tempo e lugar dos seus entes queridos; e (3) o conhecimento e o uso da magia, significando esse termo não as mágicas de palco, mas a manipulação da lei natural de modo a trazer benefícios para o homem, utilizando melhor os recursos naturais, explorando os segredos do universo e descobrindo atalhos e remédios para melhorar a vida. Esses são três aspectos cardeais de Wicca. Os bruxos não acreditam no demônio, porque o demônio veio depois, sendo invenção da igreja política do século XIV, que precisava de um adversário tangível para combater, em vista da continuação da crença no paganismo por grande parte do campesinato. A palavra "diabo" significa "estrangeiro" na língua cigana, mas para tornar esse adversário um anticristo, os chifres do deus grego Pã, o rosto de bode, mais os aspectos fogosos do Belzebu fenício contribuíram para a criação de uma força artificial do mal chamada diabo. Que essa invenção sem sentido tenha sobrevivido setecentos anos de iluminismo é surpreendente. Mas sobreviveu. Num recente programa de televisão, um padre que fora convidado a discutir o exorcismo comigo insistiu com toda a seriedade em que o demônio era uma pessoa real, exatamente como descrito na sagrada escritura. Os bruxos não tem familiares, isto é, animais a quem ordenam realizar o que desejam. Podem ter animais domésticos, pois a santidade de todas as formas de vida é parte da crença da feitiçaria. Os bruxos não lançam feitiços sobre cidadãos ou camponeses inocentes, mas curam os doentes quando estes lhes pedem para fazer isso. desde os tempos antigos, as comunidades agrícolas e, consequentemente, seus ritos estavam relacionados com a procriação dos animais. Seu rito de fertilidade, no qual os membros femininos da comunidade ou Coven dançavam ao redor do círculo sagrado montados em cabos de vassouras (símbolo da domesticidade), a fim de mostrar aos grãos até que altura deveriam crescer, transformou-se na fantasia da viagem pelo céu num cabo de vassoura. O companheiro simbólico da Deusa-Mãe, chamado de Deus Cornudo, transformou-se no demônio da igreja hostil, só porque o sumo sacerdote usa um elmo ornado de chifres durante as cerimônias. A feitiçaria não tem nada a ver com a Missa Negra. está é invenção de pessoas que buscavam emoções proibidas no século XVI, tornando-se particularmente popular na Inglaterra no século XVIII. é simplesmente um arremedo de culto religioso que conspurca a religião católica romana invertendo tudo, do crucifixo às orações. Como os bruxos nem mesmo reconhecem a existência do cristianismo, haveriam ainda menos de querer ridicularizá-lo. O satanismo ou culto do demônio também não tem a ver com a feitiçaria, salvo por ter tomado por empréstimo alguns ornamentos externos dos bruxos, pervertendo seu sentido ao fazê-lo. Enquanto os bruxos cultuam a vida e a santidade de todas as criaturas vivas, e proíbem toda forma de sacrifício humano ou animal, enquanto os bruxos acreditam em fazer aquilo que não faz mal a ninguém, os satanistas seguem uma linha de raciocínio oposta. O egoísmo, a cobiça, a luxúria e a plena satisfação dos desejos sensuais são não só permitidos como também encorajados, a destruição de criaturas mais fracas é santificada e o princípio do egoísmo louvado como forma saudável e construtiva de vida. Num trabalho deste tipo, deve-se dizer que não se poderia cuidar dos grupos satânicos reais, do mesmo modo que um compêndio psicológico não poderia lidar com o assassinato em geral. O que passa por culto satânico nos Estados Unidos é uma forma pálida de culto autocentrado, a que falta criminalidade e, em alguns casos, é perfeitamente benigno. Existem grupos satânicos no mundo inteiro; são gente emocionalmente doente, para quem o homicídio é emoção; e fazem tanto parte do oculto quanto um assassino merece a tolerância da comunidade. Além das assembléias de bruxos e dos praticantes individuais, e dos grupos e indivíduos satânicos, há muitas formas de paganismo, que vão das revivescências da antiga religião egípcia às formas de culta neogregas ou neoceltas. O que esses diversos grupos de diferentes origens étnicas têm em comum é sua atitude pagã; alguns são politeístas e adoram uma multidão de divindades; outros são aparentemente monoteístas, embora orientados para um ser supremo feminino. Alguns praticam seus cultos usando roupas comuns, outros usam vestes pretas e brancas, alguns se apresentam nus, e todos têm uma funda e crescente preocupação com a santidade do meio ambiente. A julgar pela quantidade de correspondência e indagações que recebo a cada semana, há um interesse cada vez maior em tornar-se pagão; os jovens, especialmente, parecem desiludidos com suas igrejas estabelecidas e buscam novas orientações religiosas; não pelo desejo de ter uma experiência excitante, mas por um desilusão genuína com a religião em que foram educados. Muito poucos pedem para entrar em contato com o coven de bruxos mais próximo, com a finalidade de ajustar contas com alguém, achando que vão aprender a fazer feitiços praticamente da noite para o dia. De vez em quando, alguém se queixa de que um vizinho o enfeitiçou e pergunta se poderia também aprender a enfeitiçar o vizinho. Com o crescente interesse nas várias formas de cultos pagãos, as alas fanáticas do movimento fundamentalista também aumentaram sua "vigilância", publicando panfletos e propaganda contra a disseminação do que consideram movimentos diabólicos, citando profusamente a Bíblia, como se a Bíblia fosse de fato escrita diferentemente pela divindade: e, em alguns casos, chegam mesmo a organizar caravanas para fazer propaganda contra o satanismo por todo o país. Isso cheira a perseguição religiosa: e, em alguns casos, resultou em arruaças devido ao comportamento provocador dos jovens fanáticos fundamentalistas, que desafiaram os pagãos não apenas para debater, mas também para disputas físicas. Como os pagãos não estão nem um pouco interessados em fazer proselitismo ou em converter os cristãos ou outras religiões ao seu modo de vida - e de fato opõem-se às conversões, se não provierem de convicções profundas e duradouras -, a necessidade dessa reação violenta por toda parte dos extremistas, entre os fundamentalistas, parece pouco justificada. ela deriva talvez de um motivo semelhante ao que fez com que os cruzados medievais tentassem libertar a Terra Santa dos "infiéis", na idéia errada de que a Palestina estava sofrendo sob o jugo do Islã, quando na realidade os cristãos, judeus e maometanos viviam pacificamente juntos. Hoje, o movimento pagão está numa encruzilhada; não mais secreto, nem clandestino, e perfeitamente protegido pela legislação tanto federal quanto estadual como expressão de convicções religiosas, os diversos grupos, igrejas, covens e indivíduos pagãos são livres para praticar seu tipo particular de religião como desejarem. São até livres para fazer proselitismo, se desejarem, o que na verdade não querem. Não estão inteiramente livres do preconceito social, e em algumas comunidades distantes ainda persistem antigas superstições com relação aos bruxos e aos pagãos em geral. Mas, de modo geral, muita pouca gente sofre por ser pagã; e, nos poucos casos em que alguém perdeu o emprego por suas convicções religiosas, os tribunais rapidamente o reintegraram em suas legítimas funções. Quando nada, a sociedade mostra-se mais do que justa com aqueles que têm convicções religiosas estranhas. A imprensa leiga, por outro lado, sempre adepta de clichês batidos, não mudou muito a imagem que tem da feitiçaria, que é a dos contos de fadas. Quando fazem entrevistas com bruxos, geralmente à época do Halloween, essas entrevistas demonstram condescendência ou provocam o ridículo; às vezes chegam à difamação e à calúnia. Não, espanta, portanto, que os praticantes dedicados da feitiçaria ou outras crenças pagãs não se deixem entrevistar pela imprensa, rádio ou televisão, preferindo praticar seu culto discretamente ou encontrar-se com gente que tem as mesma convicções. O que sobra para os meios de comunicação é um grupo pequeno, mas escandaloso, de candidatos a bruxos e feiticeiros, ou qualquer que seja a denominação da fantasia que escolhem, e que não representa mais os verdadeiros pagãos do que o fundamentalistas fanático representa a religião. Embora a necessidade de sigilo não seja mais essencial, já surge outro perigo no horizonte do emergente movimento neopagão. Os grupos e indivíduos pagãos, à medida que se libertam da perseguição, adaptam rapidamente os métodos da religião convencional às suas próprias necessidades. Grupos rivais acusam-se dessa ou aquela transgressão da "lei", como se houvesse de fato uma lei escrita no paganismo. Rivalidades entre os bruxos, quanto à atitude mais adequada, acusações respondidas por outras acusações e a ocupação constante com palavras e discussões passou a ser a marca registrada de muitos pagãos hoje em dia. Em muitos grupos pagãos, os iniciados adotam nomes secretos pelos quais se reconhecem mutuamente. Isso de baseia na velha crença de que há poder não só nas letras, mas também nos e em frases inteiras. Consequentemente, mudar do nome leigo para o nome pagão separa o mundo material do mundo espiritual. Não há nada em qualquer das crenças pagãs, inclusive até mesmo no satanismo praticado nos Estados Unidos, que seja de alguma forma perigoso para a comunidade ou um convite aberto à rebelião política. Faz parte da natureza dos grupos pagãos, em geral, que eles reunam e se dissolvam com bastante freqüência, sendo muito mais efêmeros do que as comunidades cristãs ou outras comunidades religiosas. As pessoas se reúnem por uma razão; agrupam-se em torno de um determinado líder ou ideal e, quando se cansam disso, ou descobrem que seu líder tem pés de barro, afastam-se e encontram novas válvulas de escape para sua expressão religiosa. A maioria dos pagãos parece concordar com várias dessas crenças comumente sustentados: 1 - A divindade é imanente ou interna, bem como transcendente ou externa. Isso é expresso com freqüência nas frases: "Tu ás Deus" e "Tu és Deusa". Isso pretende representar que os Deuses tanto estão no Universo, no Planeta, quanto dentro de cada um de nós. Nós somos manifestações dos Deuses. 2 - Uma multiplicidade de deuses e deusas, como deidades individuais e como facetas dos dois Aspectos Divinos. 3 - Amor e respeito pela Natureza como algo divino por direito próprio fazem da conscientização ecológica e dessa atividade uma obrigação religiosa. 4 - Descontentamento com as organizações religiosas monolíticas e desconfiança de supostos messias e gurus. 5 - A convicção de que os seres foram feitos para viver vidas repletas de Amor, alegria, prazer e humor. A concepção de "pecado original" inexiste. 6 - O direito de agir como bem quiser, desde que isso não prejudique a ninguém. 7 - O conhecimento de que, com treinamento e intenção apropriados, as mentes e os corações humanos são totalmente capazes de realizar magia. 8 - A importância da conscientização e celebração dos ciclos solar e lunar e também de outros em nossas vidas. 9 - Uma grande fé na capacidade das pessoas de resolverem seus próprios problemas e dificuldades. 10 - Um total compromisso com o crescimento, evolução e equilíbrio pessoal e universal. Espera-se que o pagão realize esforços intermitentes nessas direções. A religião wiccaniana é formada de várias tradições (espécie de seitas) como a Gardneriana, Alexandrina, Diânica, Tânica, Georgiana, Tradicionalista ética e outras. Várias dessas tradições foram formadas e introduzidas nos anos 60, e, embora seus rituais, costumes, ciclos místicos e simbolismos possam ser diferentes um dos outros, todas se apoiam nos princípios comuns da lei da Arte. O dogma principal da Arte Wicca é o Conselho Wiccaniano, um código moral simples e benevolente: SEM PREJUDICAR NINGUéM, REALIZE SUA VONTADE. Ou, em outras palavras, você é livre para fazer o que quiser, contanto que, de forma aluga, prejudique alguém - nem mesmo você. (O Concelho Wiccaniano é extremamente importante e não deve ser esquecido na realização de qualquer encantamento ou ritual mágico, especialmente naqueles que podem ser considerados como não-éticos ou de natureza manipuladora.) A Lei Tripla ( ou Lei de Três ) é uma lei kármica de retribuição tripla que se aplica sempre que você faz alguma coisa , seja ela boa ou má. Não que você será "castigado" por um ato mau, porém, quando você envia uma energia, o curso natural dela é voltar à você. Assim, caso envie algo de negativo, essa força fará seu caminho, se fortificando, e retornará até você. Os seguidores da Religião Wicca são chamados de Wiccanianos, Wiccanos, Wiccans ou Bruxos. A palavra Bruxo (a) aplica-se (ou ao menos deveria ser aplicada APENAS) aos representantes da Arte. A palavra WARLOCK que significa "aquele que rompe o juramento" é usada para apontar traidores da Grande Mãe. Muitos Wiccans usam um ou mais nomes secretos (também conhecidos como nomes mágicos, ou nomes de iniciação) para significar o renascimento espiritual e uma nova vida dentro da Arte. Os wiccanianos não aceitam o conceito arbitrário do pecado original ou do mal absoluto, e não acreditam em céu ou inferno. Eles crêem que quando morremos, vamos à Terra de Verão (ou Terra da Juventude Eterna), onde recobramos nossas forças e nos tornarmos jovens novamente.
Este Texto foi retirado do site: http://wicca_naujalis.no.comunidades.net/index.php
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